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Viana do Castelo2022-08-25T15:10:34+00:00

VIANA DO CASTELO, ONDE O RIO LIMA ENCONTRA O OCEANO ATLÂNTICO

Situada junto ao mar, na foz do rio Lima, Viana do Castelo é sinónimo do Monte de Santa Luzia. Um miradouro privilegiado, onde brilha uma imponente basílica. No entanto, é também sinónimo de construção naval, tradição e trajes coloridos. E ainda de palácios nobres e dança do Vira. E ainda, claro, de joalharia em filigrana.

Riquezas do passado, a juntar ao progresso industrial desta cidade minhota.  Mais do que isso, o moderno edificado dá nas vistas, com projetos de arquitetos famosos. Por isso, Viana do Castelo ganhou um epíteto internacional. Com muito orgulho, é a «meca da arquitetura contemporânea».

VÍDEO: Câmara Municipal de Viana do Castelo
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A «MECA DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA» À BEIRA MAR

Em 2009, a prestigiada revista britânica Wallpaper deu destaque internacional a Viana do Castelo. Com efeito, definiu-a como «uma cidade marítima portuguesa está a ser transformada numa Meca da arquitetura».

No entanto, o artigo não se refere a basílicas, igrejas ou palácios. Em vez disso, o espólio arquitetónico exaltado pela publicação é contemporâneo. Assim sendo, foi assinado por arquitetos de renome. Com os seus projetos inovadores, embelezaram ainda mais a cidade.

Deste modo, uma das obras destacadas pela Wallpaper é a Biblioteca Municipal, de Álvaro Siza Vieira. Curiosamente, com o seu design inclinado, parece desafiar a lei da gravidade. A par disso, a revista destaca ainda a Praça da Liberdade, desenhada por Fernando Távora. E ainda o Centro Cultural, de Eduardo Souto de Moura.

No seu conjunto, Viana do Castelo está pensada para maximizar a qualidade de vida. Tanto nas vivências diárias como no lazer. Por isso, é abundante a oferta de desportos náuticos, passeios a pé ou de bicicleta.

SIGA O TRILHO DOS EDIFÍCIOS INOVADORES

De facto, existe um leque de arquitetos de renome que têm vindo a reinventar Viana do Castelo. E a lista não se fica por aqui. Por essa razão, a Câmara Municipal criou mesmo um Roteiro da Arquitetura Contemporânea. Assim, siga as indicações e conheça os edifícios mais inovadores da cidade. 

Pioneiro no estudo da arquitetura portuguesa tradicional, Fernando Távora é o responsável pelo Plano da Marginal. Por outro lado, o seu filho e seguidor, Bernardo Távora criou o Posto de Turismo. Outro nome sonante da arquitetura, Paula Santos, é autora da Vianópolis. Ou seja, um quarteirão residencial e de comércio. Por seu lado, Carrilho da Graça assinou a Pousada de Juventude.

No entanto, não são apenas as obras públicas que dão nas vistas, em Viana do Castelo. A título de exemplo, destacamos um hotel da cidade com traços invulgares, o Axis. Eleva-se em diferentes pisos, mas em pisos desencontrados.

José SaramagoViana do Castelo é pródiga em portas e janelas manuelinas, algumas simples, outras de lavor apurado, tanto que com justiça se pode dizer que Viana põe à vista do viajante o que tem de melhor. Ressalva-se o Museu, que tem suas portas de entrar e sair, e, sendo pequeno, contém, para não já falar de outras prendas, a mais completa e rica colecção de faianças portuguesas, cerca de mil e seiscentas peças que o viajante não pode estudar em pormenor, ou teria de acabar aqui a viagem.

José Saramago, «Viagem a Portugal».

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CONHEÇA VIANA A PARTIR DO MONTE DE SANTA LUZIA

Sem dúvida, a originalidade da arquitetura contemporânea é um dos encantos de Viana do Castelo. Porém, a cidade é também se caracteriza pelo património histórico. Afinal, um traço comum a todas as cidades portuguesas.

Deste modo, de acordo com achados arqueológicos, a povoação deste local teve início no Monte de Santa Luzia. Efetivamente, desde o século XIX, este monte é dominado pela impressionante Basílica, que tem o mesmo nome. A basílica de Santa Luzia.

Em seu redor, existe ainda a Citânia de Santa Luzia, um antigo castro onde habitaram povos primitivos. Com efeito, este complexo  castrejo é um dos mais conhecidos do país. Assim sendo, para explicar este passado remoto, existe no local um Centro de Interpretação, aberto ao público todo o ano.

Olhando lá para baixo, do ponto privilegiado que é o Monte de Santa Luzia, vê-se o rio Lima a correr para a foz. Mais à frente, desagua numa baía simplesmente espetacular, antes de se misturar no oceano Atlântico.

Junto ao rio, o vale tornou-se um foco do povoamento, desde que os romanos chegaram a esta região. A partir deste povoado, a cidade começou a desenvolver-se. Por isso, era preciso proteção. Assim, teve início a fortificação da vila, que ficou concluída em 1347. Ao todo, eram 1685 metros de muralha, da qual já pouco resta. Em 2015, um excerto da antiga muralha foi exposto no centro histórico, durante a reabilitação da Travessa da Vitória. Naturalmente, os achados arqueológicos foram preservados por iniciativa da autarquia.

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UM PORTO DINÂMICO BATIZADO POR UMA RAINHA

Situada na foz do rio Lima, à beira do oceano Atlântico, Viana do Castelo cedo se assumiu como porto piscatório e entreposto comercial. A historiadora Paula Cardona, do Grupo de Investigação Arte e Património do Norte de Portugal, descreve a cidade de então. «As estradas e o rio permitiam acessos rápidos às feiras, como as de Ponte de Lima, Lindoso, Barcelos e Braga». De facto, era nestes locais «onde se mercavam os produtos agrícolas e têxteis provenientes do interior e expedidos por este pequeno entreposto marítimo.» A par disso, realça ainda: «produtos que eram também escoados para a Galiza.»

Documento em que D. Maria II eleva Viana do Castelo a cidade

Documento em que D. Maria II eleva Viana do Castelo a cidade

Visionário, o rei D. Afonso III concedeu foral a esta localidade em 1258. Deste modo, criou a vila, que na altura tinha outro nome, São Salvador do Adro.

Posteriormente, designou-se ainda Viana da Foz do Lima, depois Viana do Minho, e só passou a chamar-se Viana do Castelo no século XIX. Com efeito, a iniciativa partiu da rainha D. Maria II. 

Na sequência da revolta da Patuteia, que cercou Viana em 1848, a chave da vila foi entregue à monarca, em Lisboa. Ou seja, como sinal de lealdade. Sensibilizada, D. Maria II elevou-a a cidade e renomeou-a Viana do Castelo.

Para justificar a sua decisão, numa carta régia, D. Maria II invocou a «sua extensão e vantajosa posição topographica, da sua riqueza e importância comercial». A par disso, salientou ainda a «qualidade dos edifícios de que é composta».

Nos elogios que faz a Viana, a rainha vai ainda mais além. «Tomando igualmente em consideração os importantes serviços prestados ao Estado pelos seus habitantes, e os sentimentos de lealdade e constante adhesão ao Trono e à Carta Constitucional da Monarchia». Atos esses que os vianenes «em differentes epochas têm manifestado por actos de acrisolada devoção cívica e heroicos feitos de valor.» 

 

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EDIFÍCIOS DO PASSADO QUE CHEGARAM AOS DIAS DE HOJE

Ao deambular pelo centro histórico de Viana do Castelo, irá encontrar edifícios de traça claramente antiga. Como poderá observar, a par da arquitetura contemporânea, a cidade brilha também graças à arquitetura centenária.

Para começar, descubra os Antigos Paços do Concelho. Uma construção da primeira década de 1500, em plena Praça da República. Classificado como Monumento Nacional, o edifício foi construído no reinado de D. Manuel I, em estilo gótico. No piso térreo, as três arcadas exteriores albergavam, no século XVI, o mercado do pão e da farinha. Inclusivamente, existiam mesmo bancadas para os comerciantes.

No topo da fachada, o edifício dos Antigos Paços do Concelho ostenta as insígnias reais. Com efeito, destacam-se a Cruz de Cristo e a Esfera Armilar. Tal como a caravela, símbolo de Viana do Castelo. No interior, o primeiro andar acolhia as reuniões do município, bem como o tribunal. Passados mais de quinhentos anos, é hoje um espaço dedicado à cultura e ao turismo.

Deste modo, após uma visita aos antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo, dê uma volta pelas proximidades. Assim, vai encontrar outros edifícios tão antigos como emblemáticos. É o caso da imponente Sé de Viana. Ou ainda das casas apalaçadas, das famílias nobres vianenses. Os Alpuim, os Monfaim ou ainda os Sá Sotomaior e os Viscondes de Carreira.

A par disso, também no centro histórico, destaca-se um edifício quinhentista. Numa esquina do largo do Instituto Histórico do Minho, está a casa de Miguel de Vasconcelos. Homem ilustre, foi Secretário de Estado da Duquesa de Mântua. Até 1640, foi vice-rainha de Portugal, durante a dinastia Filipina. 

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 A CASA DO JOÃO VELHO, A PONTE EIFFEL E A FORTALEZA 

Segundo os registos, a casa mais antiga de Viana do Castelo é a Casa do João Velho. A par disso, é também conhecida como Casa dos Arcos. Situada no largo da Igreja Matriz, terá sido construída no século XIV. Curiosamente, chegou a hospedar o rei D. Manuel I, em 1502, quando este se dirigia, em peregrinação, a Santiago de Compostela. As janelas cinzeladas, os mascarões e o brasão da família Velho são alguns traços decorativos.

Em Viana do Castelo, existe uma das poucas obras do engenheiro francês Gustave Eiffel, em Portugal. De facto, a Ponte Eiffel é uma via rodo-ferroviária que atravessa o rio Lima e liga Viana do Castelo e Darque. Construída em 1878, é um dos símbolos da arquitetura do ferro do século XIX.

Ainda junto ao rio, espreite outra impressionante obra do passado: o Forte de Santiago da Barra. Embora se pense que tenha existido uma estrutura arcaica, do tempo de Afonso III, foi D. Manuel I, no século XV, quem mandou erguer esta fortaleza. Ainda assim, nos reinados seguintes, o forte terá sido reforçado, para assegurar a sua função defensiva. Afinal, pela sua localização, estava particularmente vulnerável a ataques marítimos.

SÍMBOLOS DO MINHO E DE PORTUGAL 

Capital da antiga província do Minho, Viana do Castelo simboliza as tradições do nordeste de Portugal. Entre entre as praias atlânticas e as montanhas, esta  região beneficia de um microclima. De tal forma, que produz vinho verde de características sem par, numa Região Demarcada.

No entanto, Viana do Castelo destaca-se, igualmente, por tradições únicas em Portugal. Afinal, dois dos mais típicos símbolos do país são daqui. Um deles, a mulher minhota, de traje colorido e lenço na cabeça. O outro, a belíssima joalharia em filigrana.

A par disso, a faiança, iniciada no século XVIII, é outro dos ex libris da cidade. Com efeito, a Fábrica de Viana laborou durante oito décadas, entre 1774 e 1855.

O FOLCLORE DENTRO E FORA DE PORTAS

Para conhecer as artes e tradições minhotos, visite o Museu Municipal e o Museu das Artes Decorativas. Ambos estão instalados em palacetes. Vale ainda a pena conhecer o Museu do Traje de Viana do Castelo.

Distinto do Museu do Traje de Lisboa, divulga a etnografia do Minho. Desde os instrumentos agrícolas aos trajes coloridos. Naturalmente, ornamentados com ouro trabalhado, em delicada filigrana. Outrora usados nos campos e nas festas, hoje podemos vê-los aqui. Ou então nas atuações dos ranchos folclóricos da região, e em festas tradicionais. A mais conhecida é a Romaria da Senhora da Agonia. Ano após ano, dá vida à cidade, em agosto.

A par dos trajes, a dança é também tradição de Viana do Castelo. A mais conhecida é a Dança do Vira. Com efeito, encontra-se representada em plena Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. É a estátua «Vira Maria, vira Manel», um homem e uma mulher que dançam o Vira. Na atualidade, esta dança tradicional mantém-se viva graças aos grupos folclóricos locais. Assim, é dançada tanto em festas locais como nos quatro cantos do mundo.

Com tudo isto, trace o seu percurso e perca-se nas ruas de Viana do Castelo. Uma cidade que, nas palavras do escritor Ramalho Ortigão (1836-1915) é a «porção de céu e do solo mais vibrantemente viva e alegre, mais luminosa e mais cantante.»

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