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Évora2022-05-30T17:28:05+00:00

ÉVORA, A CIDADE FIDALGA DO ALENTEJO

Em 1986, Évora foi classificada pela UNESCO como Património da Humanidade. Afinal, esta cidade do Alentejo reúne testemunhos das várias civilizações que a construíram. Com efeito, a sua história é contada pelo património que a compõe.

Graças à confluência dos rios Tejo, Sado e Guadiana, Évora sempre teve solos férteis. Situada numa colina pouco acentuada, domina a planície alentejana.

Assim sendo, para ter uma visão plena da cidade, suba ao Alto de São Bento. Lá de cima, junto aos moinhos, terá uma vista privilegiada sobre esta bonita cidade.

VÍDEO: MUNICÍPIO DE ÉVORA
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UMA VIAGEM AO PASSADO SOB O SOL ALENTEJANO

Dependendo do tempo de que dispõe, o melhor é delinear um percurso. Afinal, há tanto para ver. Se precisar de um mapa, peça-o no Posto de Turismo. Ou então, descarregue-o aqui. É disponibilizado pela Câmara Municipal de Évora.

Antes de mais, sugerimos que estacione fora do centro histórico. Sem dúvida, é mais fácil. Em seguida, entre pelas ruas estreitas da zona mais antiga da cidade. Desta forma, rumamos à Praça do Giraldo.

Com efeito, este é o centro nevrálgico de Évora. Desta praça emblemática, irradiam as ruas ordenadas do centro histórico. A par disso, é também aqui que se situa o Posto de Turismo. Desta forma, escolha uma das esplanadas da praça. Peça um café e trace o seu roteiro.

O TEMPLO ROMANO QUE AFINAL NÃO É DE DIANA

De facto, o Templo romano a que os portugueses chamam «Templo de Diana» não era, afinal, dedicado a esta deusa.

Contudo, não deixa de ser um dos mais importantes testemunhos do período romano em Portugal.

Com efeito, partindo da Praça do Geraldo, encontra o Templo de Diana em poucos minutos.

Para isso, basta cruzar algumas ruas do centro histórico e virar uma esquina, no Largo Conde de Vilaflor.

De facto, este templo romano, único no país, foi construído no século II. Assim, apesar do seu valor histórico, é uma atração turística gratuita. Simplesmente, ocupa um lugar de destaque num bonito largo.

A par do «Templo de Diana», existem em Évora outros testemunhos da época romana. É o caso dos vestígios das termas, onde está hoje instalada a Câmara Municipal. A par disso, existe um resto da muralha primitiva, do século III, que circundava a cidade.

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ESPAÇOS NOBRES E MUITA CULTURA

No prolongamento do largo Conde de Vila Flor, onde se situa o Templo Romano, está o bonito Jardim de Diana. Ao fundo do jardim, pode espreitar o bonito miradouro. Sem dúvida, tem uma vista soberba sobre a cidade. 

Neste largo, se estiver de costas para o miradouro, terá à sua esquerda o imponente Palácio dos Duques de Cadaval.

Graças aos dois torreões em estilo militar, é fácil reconhecê-lo. Tal como pela entrada, uma arcada arredondada com grades.

Com efeito, é a residência da Duquesa de Cadaval e de sua família, cuja linhagem remonta ao século XIV.

De facto, o palácio é anterior ao próprio título nobiliárquico, criado por D. João IV em 1648.

No entanto, apesar de ser uma residência familiar, alguns espaços podem ser visitados. É o caso de certas salas do palácio e também da igreja de São João Evangelista. Também conhecida como Igreja dos Lóios, tem uma entrada ogival. No interior, é revestida a azulejos do início do século XVIII. 

Pontualmente, esta casa nobre e os seus jardins são também palco de eventos culturais, abertos ao público.

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PALÁCIOS, IGREJAS E MUSEUS 

No seguimento do Palácio de Cadaval, encontramos o antigo Convento dos Lóios. Vizinho do templo romano, foi construído no século XV sobre o que restava do antigo castelo árabe. Hoje, é a Pousada Convento de Évora, uma luxuosa unidade de 5 estrelas.

Com efeito, o edifício conserva ainda traços originais. Inclusivamente, os quartos foram adaptados das antigas celas dos monges.

Um pouco mais ao fundo, à direita, está o Museu de Évora. Instalado no antigo Paço Episcopal, alberga uma coleção de arte iniciada por um arcebispo de Évora, Frei Manuel do Cenáculo. Por essa razão, é também conhecido como Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo.

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A MAIOR CATEDRAL MEDIEVAL DE PORTUGAL

Depois de visitar o Museu de Évora, sugerimos que atravesse o largo e se dirija à Sé Catedral. Com uma fachada imponente, está encaixada num recanto que não deixa perceber exatamente a sua dimensão.

Ao entrar, vai conhecer a maior catedral medieval de Portugal. Com efeito, a sua construção iniciou-se em 1186, e foi consagrada em 1204. Ao longo dos séculos, foi melhorada, e hoje inclui um Museu de Arte Sacra, com um valioso espólio.

Ao lado da catedral, está o Palácio Vimioso, hoje pertencente à Universidade de Évora. Segundo os registos, o 1º Conde do Vimioso foi ordenado pelo rei D. Manuel, no século XV. Já agora, como curiosidade, saiba que o 13º Conde do Vimioso fez furor nas ruas de Lisboa. Músico e boémio, D. Francisco de Paula de Portugal e Castro foi amante da famosa fadista Severa.

Saindo deste largo, siga pela Rua de São Manços. Depois, vai encontrar a Torre Medieval atribuída ao rei visigodo Sisebuto. Se continuar em frente, encontra o invulgar Chafariz da Porta de Moura, inaugurado em 1556. Um pouco mais adiante, está a monumental Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

VISITA OBRIGATÓRIA: A CAPELA DOS OSSOS

No Largo 1º de Maio, em Évora, encontramos uma das maiores atrações turísticas da cidade. Mais do que isso, a Capela dos Ossos tem fama internacional, integrada na Igreja de São Francisco. Com efeito, está inteiramente revestida a ossadas humanas, e é um dos poucos exemplares do género na Europa.

A par disso, ali bem perto temos o Palácio de D. Manuel, no bonito Jardim Público de Évora. Originalmente construído no século XV, era o Paço Real, onde o rei se instalava. Apesar dos restauros, a sua traça robusta ainda conserva os detalhes mouriscos e também manuelinos.

Se ainda tiver tempo para desfrutar de Évora, tome nota de outros locais que vale a pena conhecer. É o caso da Igreja de São Vicente, do Palácio dos Condes de Basto, e da Igreja da Graça (primeiro monumento renascentista de Évora).

Mais ainda, nos arredores encontramos o Convento de São Bento de Castris, ou  a igreja e Convento de Santa Clara. Originalmente, terá sido o berço da doçaria conventual da região.

UMA HISTÓRIA MILENAR

Com efeito, Évora mantém vestígios de ocupação desde a pré-história. Nas redondezas, existem vários conjuntos megalíticos. Contudo, foi na época romana que o povoado ganhou maior importância.

Quando os romanos conquistaram a Península Ibérica, em 60 a. C., os lusitanos chamavam-lhe EburobrittiumNo entanto, o imperador Júlio César refundou-a como Liberalitas Julia. Ainda assim, fontes da época também lhe fazem referência como Ebora Cerealis.

Seja como for, com a queda do Império Romano, Évora foi dominada pelos visigodos. Mais tarde, chegaram os árabes, a partir do ano 715.

Por fim, a reconquista cristã deu-se em 1166, pela espada do mítico cavaleiro Geraldo Geraldes. Segundo reza a história, entregou a cidade ao primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

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A FIDALGA DO ALENTEJO

No período medieval, Évora é ampliada e enriquecida. Surge a imponente Sé Catedral, a maior catedral medieval portuguesa. Surge ainda a muralha fernandina. Como o nome indica, foi concluída no reinado de D. Fernando.

Mais tarde, entre os séculos XVI e XVIII, Évora torna-se uma das mais fidalgas cidades portuguesas. Com efeito, a partir do reinado de D. Manuel I, a realeza e a corte escolhem-na para passarem grandes temporadas, e até como residência principal. Inclusivamente, entre os séculos XIII e XVI, as cortes reúnem-se em Évora diversas vezes. Sem dúvida, isto demonstra a grande importância da cidade.

Em resumo, a afluência da nobreza e das família ricas da nação propiciam o crescimento de Évora. Tanto em património, como em imponência. Deste modo, constroem-se e renovam-se igrejas, conventos, palácios e imponentes solares, ricamente decorados. Por essa razão, encontramos em Évora tantos edifícios históricos, cada um com o seu passado.

A SEGUNDA UNIVERSIDADE MAIS ANTIGA DE PORTUGAL

Neste contexto, em 1559 surge a Universidade de Évora, com o patrocínio do Infante D. Henrique. Portanto, é a segunda universidade mais antiga de Portugal. Ainda hoje, as suas instalações são magníficas. Quando nasceu, reinava D. Sebastião, o jovem rei que acabou por desaparecer na batalha de Alcácer Quibir, em África.

Posteriormente, no século XVIII, a universidade de Évora foi extinta pelo Marquês de Pombal. Na verdade, foi uma forma de retaliação contra os jesuítas, que a ministravam. Contudo, a universidade reabriu no século XX, nas mesmas instalações. Ainda hoje se mantém em funcionamento.

Como vê, a história de Évora é longa e muito rica, e está bem visível no seu património. Venha daí, descobri-lo!

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