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Coimbra2022-04-03T07:58:35+00:00

COIMBRA, A HISTÓRICA CIDADE DO CONHECIMENTO

Situada à beira do rio Mondego, Coimbra é uma das cidades mais antigas de Portugal. Na verdade, Coimbra foi a segunda capital do país. Antes disso, a capital fora Guimarães, que é considerada «o berço da nacionalidade».

Sede de uma das universidades mais antigas do mundo, é conhecida como a «cidade dos estudantes». Por isso, mantém uma atmosfera fervilhante, de fado estudantil, tradição académica e vida boémia. Com efeito, esta vitalidade assenta no complexo arquitetónico da Universidade. Mais do que uma universidade, é Património Mundial da Humanidade.

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DESDE SEMPRE, UMA DAS PRINCIPAIS CIDADES PORTUGUESAS

Ainda hoje, Coimbra mantém a importância que herdou do passado. Considerada a cidade universitária do país, sempre foi um centro de saber e inovação. Na prática, Coimbra é uma referência, tanto na investigação académica como na saúde hospitalar.

Entre os séculos VII e XI, durante a ocupação árabe da Península Ibérica,  Coimbra era um importante polo urbano a norte do rio Tejo. Disputada e conquistada, voltou a pertencer aos cristãos em 1064. Com efeito, a reconquista aos mouros deveu-se a D. Fernando I de Leão, o Magno.

Mais tarde, foi entregue pelo seu sucessor, o rei Afonso VI de Leão, como dote do casamento da sua filha D. Teresa com o conde D. Henrique de Borgonha, integrada no Condado Portucalense. O herdeiro do território, Afonso Henriques, viria a proclamar a autonomia deste condado, a alargá-lo e a transformá-lo no reino de Portugal. E determinou que Coimbra fosse a sua capital.

A SEGUNDA CAPITAL DO REINO DE PORTUGAL

Por iniciativa de Afonso Henriques, no século XII, a cidade floresceu e ainda hoje encontramos testemunhos dessa época. É o caso da Sé Velha, ou do mosteiro de Santa Cruz, que acolhe o túmulo do primeiro rei de Portugal e também o do seu sucessor, D. Sancho I.

Na altura, Afonso Henriques apostou ainda na construção e melhoramento de infraestruturas, e concedeu o primeiro foral à cidade em 1179.

Pela importância da cidade, ali nasceram seis dos reis de Portugal, da primeira dinastia. Só mais tarde, no século XIII, Coimbra passou para segundo plano, com a preferência por Lisboa.

Foi só em 1255 que o rei D. Afonso III decidiu mudar a corte e o centro de decisão do Reino de Portugal para Lisboa, e por aqui ficou até hoje. No entanto, Coimbra preserva as suas tradições e a rica história, a par de todas as condições de modernidade.

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A PRIMEIRA UNIVERSIDADE DO PAÍS, E UMA DAS MAIS ANTIGAS DO MUNDO

A primeira universidade portuguesa é, oficialmente, a Universidade de Coimbra, embora inicialmente tenha estado instalada em Lisboa. Foi com o documento Scientiae thesaurus mirabilis que o rei D. Dinis instituiu a universidade e deu início à vida intelectual do país, em 1290.

Mais tarde, em 1537, a universidade foi transferida para Coimbra por ordem do rei D. João III. Originalmente, instalou-se na Alta da cidade, onde existira a almedina, com as faculdades de Leis, Teologia, Medicina e Cânones.

Um dos edifícios que ocupou inicialmente foi o antigo Paço Real da Alcáçova, com a sua fachada imponente. Impressiona quem se aproxima, tal como as salas visitáveis no interior: a Sala das Armas, a Sala dos Atos Grandes, que era a antiga Sala do Trono, e ainda a Sala do Exame Privado, outrora os aposentos privados do rei.

A universidade foi crescendo e alargando a oferta de saber em novos polos, que atualmente cobrem novas áreas tão diversas como as Engenharias, a Psicologia ou as Artes.

Tal como no início, ainda hoje a universidade e a vida que gera, têm sido determinantes para a evolução da cidade e para a vida em toda a região. Desde sempre, aqui se formaram muitas das mais destacadas figuras portuguesas. Estudar em Coimbra era, e sem dúvida continua a ser, um privilégio.

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PATRIMÓNIO MUNDIAL CLASSIFICADO PELA UNESCO 

O complexo universitário de Coimbra foi ampliado ao longo do tempo, alargando as valências e serviços das suas diferentes faculdades. Adaptada à modernidade, oferece 35 licenciaturas e mais de uma centena de mestrados, recebe estudantes de todo o mundo e é uma referência em projetos de investigação.

Em 2020, o conjunto arquitetónico da Universidade de Coimbra celebra 700 anos de história, e desde 2013 que está classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

A par do Paço Real, este património histórico integra a Real Capela de São Miguel, antigo oratório do Paço Real, a Torre da Universidade, do século XVIII, com o seu relógio sinos que regulam os tempos de aulas, e ainda o Colégio de Jesus e o Laboratório Chimico, que acolhem o atual Museu da Ciência.

No entanto, a jóia da coroa do complexo universitário de Coimbra é a Biblioteca Joanina, uma das mais bonitas do mundo. Concluída em 1728, é o expoente máximo do estilo barroco português. Foi dedicada a D. João V, o rei que autorizou a sua fundação, e cujo retrato, da autoria de Domenico Duprà, supervisiona serenamente, ao fundo, este espaço.

Até meados do século XX, a Biblioteca Joanina servia os estudantes da universidade, albergando sessenta mil volumes dos séculos XVI a XVIII. Hoje em dia, estas obras ainda podem ser consultadas, mas a o espaço tornouse sobretudo uma atração de caráter histórico e cultural.

Para comprar o seu bilhete para visitar o complexo histórico da Universidade de Coimbra, clique aqui.

PERCORRA A HISTÓRIA DE COIMBRA E DE PORTUGAL

Num passeio por Coimbra, reserve ainda tempo para apreciar as obras coimbrãs contemporâneas do primeiro rei de Portugal: a Sé Velha, no Largo da Sé, e o Mosteiro de Santa Cruz, na Praça 8 de maio.

Fundado em 1131, pelos Cónegos Regulares da Ordem de Santo Agostinho, era o local de culto onde Afonso Henriques vinha assistir aos oficios, nos intervalos das batalhas pelo território.

Mais do que isso, é aqui que descansam os seus restos mortais, bem como os do seu filho e sucessor, D. Sancho I.

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Na altura, parte da estrutura do Mosteiro de Santa Cruz foi reconstruída no século XVI, com um projeto do arquiteto Diogo de Boitaca, de acordo com o estilo próprio do Renascimento.

Construída no século XVI, a  Sé Nova de Coimbra, é outro dos locais históricos a marcar no seu plano de viagem. Situa-se no Largo Feira dos Estudantes, muito próximo da Universidade, e foi originalmente um colégio jesuíta. Uma ordem religiosa missionária, com forte investimento no ensino gratuito dirigido à população.

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O PORTUGAL DOS PEQUENITOS E A MATA DO CHOUPAL: DOIS EMBLEMAS DE COIMBRA

Se tem crianças, reserve ainda tempo para visitar o Portugal dos Pequenitos. Um parque temático inaugurado em 1940, patrocinado pela Fundação Bissaya Barreto, onde miúdos e graúdos podem ver os principais monumentos do país a uma escala reduzida. Sem dúvida uma experiência pedagógica, para viver em família, e para mais tarde recordar em divertidas fotografias.

No que toca à natureza, além da romântica Quinta dos Amores, Coimbra ostenta a famosa Mata Nacional do Choupal, cantada por poetas e fadistas. Este frondoso retiro foi plantado no século XVIII, com o objetivo de delinear as margens do rio Mondego, e proteger os campos agrícolas vizinhos de inundações. Espera por si um bonito passeio.

A DESCOBRIR NA CIDADE DE COIMBRA

COIMBRA TEM MAIS ENCANTO NA HORA DA DESPEDIDA

Coimbra é sinónimo de história, de universidade, da vida intelectual e do fado que os estudantes entoam. Um dos mais conhecidos diz que «Coimbra tem mais encanto na hora da despedida», e quem a visita sente isso mesmo.

Ficam na memória o rio Mondego e as suas margens largas e tranquilas, os doces típicos que encontra nas pastelarias do centro da cidade, muitos deles originais dos conventos e mosteiros das proximidades, como os de Celas, Lorvão ou Sant’anna, entre outros. É obrigatório provar as célebres arrufadas, os pastéis de Santa Clara, as queijadas, os biscoitos de canela e o pudim de ovos das clarissas.

Para digerir estas delícias, percorra as ruas estreitas e inclinadas da parte mais antiga da cidade, sente-se numa esplanada à beira do rio Mondego e parta à descoberta do património histórico e da vasta oferta cultural que a cidade tem para oferecer.

Se adiar a despedida, habitue-se a ver na rua as capas negras dos estudantes e as fachadas das repúblicas e, à noite, junte-se à vida boémia nos bares, nos restaurantes e nos recantos da cidade. Com sorte, vai ouvir cantar o típico fado de Coimbra.

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Testemunha de um amor trágico

A história que era no jardim da Quinta das Lágrimas que o futuro rei D. Pedro se encontrava em segredo com a sua amada, a aia galega Inês de Castro. Um amor proibido, do século XIV, que ficou para a História pela forma trágica como terminou.

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