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Portalegre2022-10-02T20:44:06+00:00

PORTALEGRE, UM PORTO DE PASSAGEM ONDE APETECE FICAR

Possivelmente, Portalegre é uma das capitais de distrito portuguesas menos conhecidas. Inclusive, pelos próprios portugueses.

Contudo,  é uma cidade rica em história e património. Marcada pelo casario branco, é sinónimo de boa comida e de riquezas únicas. Entre elas, a casa do poeta José Régio e o fantástico Museu da Tapeçaria Guy Fino

Entre a serra de São Mamede e a fronteira espanhola, desde 1835 que Portalegre é capital do distrito com o mesmo nome. A par disso, dada a sua localização, espelha uma transição na paisagem. Ou seja, entre a planície alentejana, a sul, e a serrania da vizinha Beira Interior, a norte.

vídeo: município de Portalegre
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A CIDADE QUE TECE OBRAS DE ARTE

Com a revolução industrial, a indústria têxtil veio dar nova vida a Portalegre. Em consequência, ainda hoje Portalegre é conhecida pelas tapeçarias de qualidade. Tanto aquém como além fronteiras.

Com efeito, em 1772, surgiu na cidade a Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre. De facto, foi uma aposta do Marquês de Pombal, enquanto Primeiro Ministro do rei D. José. Segundo consta, tinha a intenção de desenvolver esta indústria. Desta forma, a Fábrica ficou instalada no antigo colégio jesuíta de São Sebastião.

Mais tarde, a tradição têxtil de Portalegre encontrou continuação. Mais precisamente, com o industrial português Guy Fino, fundador das Manufaturas de Portalegre.

Assim sendo, o empresário, inspirou-se num famoso produtor de tapeçarias francês, Jean Lurçat. Justamente, um projeto que nasceu em 1947, e que ainda hoje está em laboração. Assim, nestas décadas de existência, já reproduziu inúmeras obras de artistas de renome. Entre eles, contam-se Almada Negreiros, Le Corbusier, Vieira da Silva, entre muitos outros.

Por isso, vale a pena conhecer a invulgar história deste museu, tal como o engenho do seu fundador. Assim, numa visita a Portalegre, reserve tempo para conhecer o Museu da Tapeçaria Guy Fino.

UM PASSEIO A PÉ EM PORTALEGRE

Desde logo, sugerimos que se dirija ao Posto de Turismo de Portalegre. Situa-se na Rua Guilherme Gomes Fernandes, 22, e pode dar-lhe informação extra sobre a cidade.

Depois, desça a Rua 31 de Janeiro e vire à direita na Rua Marquês de Pombal. Em seguida, entre na Rua da Mouraria, do seu lado esquerdo.

Ao fundo desta rua, se seguir pela direita, vai encontrar o Castelo de Portalegre. Para começar, a visita é obrigatória. Com efeito, o espaço foi adaptado com uma moderna estrutura. Mais do que isso, apresenta alguma acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.

 

Depois de visitar o castelo, sugerimos que siga pela Rua do Carmo. Mesmo ao virar da esquina, encontra duas pequenas mas interessantes igrejas. Uma delas é a igreja de Santiago. A outra é a igreja de São Tiago. Se estiverem abertas, entre e dê uma espreitadela. 

Nas traseiras destas igrejas, a rua Mouzinho de Albuquerque atravessa a cidade. Ao fundo, está o emblemático Museu da Tapeçaria Guy Fino. Sem dúvida, um museu único no país. Aqui, as obras de arte, de artistas internacionais, são em formato de tapeçaria.

Nas imediações, existem vários edifícios que vale a pena visitar. Desde logo, o Paço Episcopal de Portalegre e a imponente Sé Catedral. Em estilo maneirista, é uma construção do século XVI. Entretanto, se tiver tempo, espreite também o Museu Municipal de Portalegre.

A par disso, outro monumento interessante de Portalegre é o Convento de Santa Clara. Situa-se na Rua de Elvas, e tem um bonito claustro. Foi fundado em 1376 por D. Leonor Teles, esposa do rei D. Fernando I. Atualmente, é a Biblioteca Municipal de Portalegre.

Com efeito, Portalegre é conhecida como a cidade dos 7 conventos. Este é apenas um deles.

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DE PORTO ALEGRE A PORTALEGRE

Segundo se pensa, originalmente, o nome de Portalegre terá sido Porto Alegre.

Neste caso, o conceito de porto traduz um local de passagem. Ou seja, onde aportavam temporariamente muitos viajantes. Afinal, nesta localidade passava uma importante via que ligava o norte ao sul de Portugal.

Nessa medida, este «porto» seria um local «alegre», no sentido de animado, mas também verdejante. Com efeito, esta região alentejana contrasta com a paisagem árida, mais a sul. 

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Em suma, Portalegre sempre teve importância estratégica. Por um lado, por ser um ponto de passagem entre o norte e o sul. A par disso, pela sua localização fronteiriça. Com efeito, o facto de fazer fronteira com Espanha tornou esta localidade muito disputada. Ao longo da história, Portalegre foi alvo de disputas, cercos e invasões. Por fim, acabou por ser definitivamente conquistada e estabilizada.

A ORIGEM DE UMA IMPORTANTE CIDADE

Segundo se calcula, a localidade de Portalegre terá sido conquistada aos mouros no século XII ou XIII. Na sequência desta conquista, o rei D. Afonso III mandou iniciar a construção de uma fortaleza defensiva. A par disso, mandou também povoar esta região, com um foral de 1259.

Com o tempo, a localização estratégica e a atenção real, Portalegre ganhou importância. Por isso, no reinado seguinte, D. Dinis tomou a iniciativa de a proteger.

Assim, em 1290 a cidade foi cercada por uma imponente muralha. Originalmente, ao todo, tinha doze torres e sete portas. Um legado que ainda hoje existe parcialmente, e que podemos percorrer.

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A GÉNESE DO EXÉRCITO PORTUGUÊS

Com efeito, uma vez conquistada, Portalegre esteve inicialmente na posse da Ordem dos Templários. Como é sabido, esta ordem religiosa manteve uma ligação única com Portugal. No entanto, em 1271, o rei D. Afonso III doou Portalegre ao seu filho, D. Afonso Sanches. Embora não fosse herdeiro do trono, com a morte do pai, tentou reivindicá-lo. Em consequência, afrontou o irmão herdeiro, D. Dinis, acusando-o de ser filho ilegítimo.

Ora, destas disputas, resultou em 1299 um cerco do rei D. Dinis a Portalegre. Assim, no burgo, estaria barricado o irmão, D. Afonso Sanches. Deste modo, o cerco durou cerca de cinco meses, e D. Dinis acabou por tomar posse da cidade. Contudo, nesse entretanto, este cerco deu origem aos besteiros do conto (Serpa). Na prática, um tropa que os historiadores consideram ser a origem do Exército português.

PATRIMÓNIO DO PASSADO DISPONÍVEL NO PRESENTE

Em Portalegre, encontramos imponentes palácios dos séculos XVII e XVIII. Outrora, foram habitados por famílias ilustres da região. Assim,  é o caso do Palácio Amarelo, ou do Palácio Achiol, atual Escola Superior de Educação. De igual forma, é ainda o caso do Palácio dos Falcões. Outro exemplo é o Palácio Castel-Branco, atualmente Museu da Tapeçaria Guy Fino. A par disso, também a igreja de São Lourenço, em estilo barroco, data dessa altura.

Contudo, com a revolução industrial, a indústria têxtil veio dar nova vida à cidade. De facto, ainda hoje Portalegre é conhecida pelas tapeçarias. Mais do que isso, a sua qualidade é reconhecida aquém e além fronteiras.

A DESCOBRIR NA CIDADE DE PORTALEGRE

PORTALEGRE, A CIDADE LEAL

Por estar junto à fronteira com Espanha, Portalegre sempre teve uma importância estratégica. Com efeito, num conflito, o partido que as suas gentes tomassem poderia fazer a diferença. Justamente, entre 1385 e 1385, houve uma crise de sucessão do trono em Portugal. Ou seja, não havia um herdeiro direto.

Na altura, o rei de Espanha era casado com a única filha do monarca português, D. Beatriz. Por isso, tentou tomar o poder para si. Sem dúvida, uma ameaça à independência de Portugal. Assim sendo, as forças castelhanas invadiram Portugal. Contudo, enfrentaram a oposição dos nacionalistas. 

Neste contexto, surgiram dois candidatos ao trono. Ambos eram filhos bastardos do rei D. Pedro I. Por fim, foi D. João, o Mestre de Avis, quem subiu ao trono português. Nesta contenda, Portalegre tomou o partido deste candidato, lutando contra o invasor espanhol. Por isso, como recompensa, em 1937, o novo rei, D. João I, atribuiu a Portalegre o título de «leal».

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UMA CIDADE FORTIFICADA PELA RELIGIÃO

Durante a Idade Média, instalaram-se em Portalegre várias ordens religiosas católicas. Por exemplo, é o caso dos Franciscanos e das Clarissas. Uma masculina, a outra feminina, ambas seguidoras da doutrina de São Francisco de Assis. Com efeito, ainda hoje os seus conventos existem na cidade. Assim como o antigo convento de São Sebastião, atualmente a Câmara Municipal. Por outro lado, é também o caso do convento de Santo Agostinho, convertido em comando da GNR.

Mais tarde, no século XVI, o bispo da Guarda, D. Jorge de Melo, instalou aqui mais um convento. Justamente, era da Ordem de Cister, e dedicado a São Bernardo. Hoje em dia, é o Centro de Formação da GNR.

Em 1550, o rei D. João III conseguiu que o Papa Paulo III estabelecesse Portalegre como Diocese. Em consequência, elevou a povoação à categoria de cidade. A par disso, mandou construir a Sé Catedral. De igual forma, surgiram também o Paço Episcopal e o Seminário Diocesano. Hoje, este antigo seminário é o Museu Municipal.

DO QUE ESTÁ À ESPERA PARA VISITAR PORTALEGRE?

Outrora, Portalegre foi um importante centro religioso, administrativo e económico. A par disso, foi também uma das cidades portugueses com maior densidade populacional. A nobreza que a habitava deixou as suas marcas, que ainda hoje estão à vista.

Contudo, ao longo do tempo, viu-se no centro de disputas sucessivas. Assim sendo, foi ocupada pelo invasor espanhol em 1704 e novamente em 1804. No entanto, regressou sempre à soberania portuguesa.

Nos dias que correm, Portalegre é uma cidade serena, em tons de branco e calmaria alentejana. Por isso, faça-lhe uma visita e deixe-se conquistar pela sua história, e pela sua simplicidade.

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