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Romaria da Senhora do Almortão

Todos os anos, no segundo domingo depois da Páscoa, o santuário da Senhora do Almortão é inundado pelos devotos. Isolado numa planície beirã junto a Idanha-a-Nova, aqui acorrem centenas de pessoas, para celebrar a sua fé. Sem dúvida, esta é uma romaria com características únicas. Em particular, são famosos os cantares das mulheres, acompanhados pelo toque dos adufes.

O SANTUÁRIO DISCRETO QUE ATRAI MULTIDÕES

Situado a meio caminho entre Idanha-a-Nova e Idanha-a-Velha, o Santuário da Senhora do Almortão é um espaço amplo. Em dias normais, respira-se uma suave tranquilidade no recinto. Registam-se quase sempre visitas à capela, e algum movimento na loja, no acender das velas e no restaurante. Já agora, consta que é um dos melhores da região. Pelo sim pelo não, faça uma reserva.

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Pela sua atual disposição, percebe-se que o recinto do Santuário está habituado a acolher multidões. E, de facto, assim acontece. A pequena capela, no centro do recinto, é o foco do culto à Virgem. Em redor, o ambiente é de arraial e convívio. Traz-se o farnel para passar o dia, e afinam-se as vozes e os adufes. Afinal, aqui em terra raiana, os cantares tradicionais fazem parte do culto à Virgem.

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SENHORA DO ALMORTÃO: UMA DEVOÇÃO MAIS ANTIGA DO QUE PORTUGAL

Com efeito, muito antes de Nossa Senhora de Fátima atrair peregrinos vindos de todo o mundo, já a Mãe de Deus era adorada aqui, pelas gentes raianas.

De facto, a origem do culto da Senhora do Almortão perde-se no tempo, mas mantém o seu fervor.

Segundo se pensa, terá surgido quando esta região ainda se chamava Egitânia. Era o tempo dos visigodos, ainda antes do nascimento de Portugal. A par disso, diferentes achados arqueológicos, encontrados nas imediações, indicam uma presença muito antiga. Antes da presença romana em Portugal, já existiria neste local um santuário de culto pagão.

Segundo reza a lenda, um jovem pastor encontrou a imagem de uma santa, numa moita de murta. Levando-a consigo para mostrar à mãe, a santa desapareceu e voltou ao local de origem. Após várias tentativas de a retirar, a Santa voltava sempre à murta onde aparecera.

Desta forma, o povo decidiu construir uma pequena capela no local. Segundo a lenda, assim começou a devoção à Senhora do Almortão. Ainda hoje, é um culto vivo, e de características únicas.

UMA FESTA RELIGIOSA E MUSICAL

Por fora, o edifício apresenta uma traça singela. No entanto, no interior, percebe-se que é um local cheio de vida.

Desde logo, no cimo da parede fronteira ao altar, destaca-se um colorido vitral. Como não podia deixar de ser, representa a Senhora do Almortão. A mãe de Jesus, que aquece os corações das gentes beirãs.

No altar, brilha um arco torneado a dourado. Ao lado, há espaço reservado aos tradicionais adufes da região. Sem dúvida, uma presença invulgar num altar de igreja.

Mas não se espante. Afinal, este instrumento musical faz parte da tradição religiosa dos crentes. Mais do que isso, é parte integrante da romaria da Senhora do Almortão. Tal como a celebração religiosa ou a tradicional procissão. Mais do que uma romaria religiosa, esta é uma festa popular.

Assim sendo, fique atento à data, que é móvel, pois depende do dia de Páscoa. E marque na agenda, para se juntar à Festa da Senhora do Almortão, um dos principais eventos religiosos e também culturais do distrito de Castelo Branco.

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